
O cenário digital evolui em uma velocidade vertiginosa, e com ele, a necessidade de proteger quem é mais vulnerável: nossas crianças e adolescentes. Em setembro de 2025, o Brasil sancionou a Lei nº 15.211/2025, conhecida como ECA Digital - o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente -, que entrou em vigor em março de 2026. A lei estabelece regras inéditas para plataformas digitais, redes sociais, jogos eletrônicos e aplicativos que tenham crianças e adolescentes entre seus usuários.
De olho nesse movimento, a Meta anunciou recentemente, que uma mudança estrutural no Instagram, com a criação das "Contas de Adolescente". Mais do que uma simples atualização de software, essas medidas representam um alinhamento direto com o ECA Digital.
E neste post, teremos 10 perguntas e respostas mostrando como as essas novas regras funcionam no Instagram e por que elas são um marco para a segurança digital no Brasil. As novas configurações da rede social trazem para o código da plataforma o que a lei já exigia no mundo físico: vigilância, proteção contra abusos e limitação de exposição. Confira abaixo:
São contas configuradas automaticamente com níveis de proteção elevados para jovens entre 13 e 17 anos. O objetivo é garantir um ambiente mais seguro, limitando contatos de estranhos e controlando o tipo de conteúdo visualizado, em total sintonia com o dever de proteção exigido pelo ECA Digital.
Por padrão, todas as novas contas de jovens entre 13 e 17 anos serão privadas. Para contas já existentes, adolescentes menores de 16 anos terão seus perfis alterados para privados automaticamente. Isso significa que apenas seguidores aprovados podem ver as fotos e vídeos postados.
A configuração automática permite que o adolescente receba mensagens apenas de pessoas que ele já segue ou com quem já teve contato prévio. Isso protege o jovem contra o assédio e abordagens de contas desconhecidas ou mal-intencionadas.
Sim. As contas são configuradas para desfocar automaticamente imagens que contenham nudez dentro das mensagens diretas (DMs). Além disso, o filtro de "Palavras Ocultas" esconderá comentários e solicitações de contato potencialmente ofensivos.
O Instagram definiu o conteúdo para maiores de 13 anos. Isso significa que o algoritmo filtrará publicações, perfis e comentários para que o jovem veja apenas o que é considerado alinhado à classificação indicativa de filmes para essa faixa etária, evitando a exposição prematura a temas sensíveis.
Para zelar pela saúde física e mental (direitos previstos no ECA), o Modo de Descanso silencia notificações automaticamente das 22h às 7h. O app também envia lembretes para fechar a plataforma após 60 minutos de uso diário, combatendo o uso excessivo.
Sim. Adolescentes menores de 16 anos precisam da permissão dos pais para diminuir qualquer nível de proteção (como tornar a conta pública). Jovens de 16 e 17 anos têm mais autonomia, a menos que os pais ativem a ferramenta de Supervisão.
Através da supervisão, os responsáveis podem aprovar ou negar pedidos de alteração de segurança, definir limites de tempo de uso e ver insights sobre com quem o adolescente conversou nos últimos 7 dias.
Respeitando a privacidade e a autonomia progressiva do jovem, os pais não podem ler o conteúdo das mensagens, não podem ver o histórico de pesquisa, não podem postar em nome do adolescente e nem redefinir a senha da conta.
Por padrão, a capacidade de iniciar transmissões ao vivo está desativada para Contas de Adolescente. Essa é uma medida extra para evitar a exposição em tempo real sem a devida monitoria ou preparo.
A adaptação do Instagram ao ECA Digital é um avanço tecnológico e ético. Ela retira dos ombros dos adolescentes a responsabilidade de saber configurar sua própria segurança e coloca a proteção por design como regra.
No entanto, a tecnologia é apenas uma ferramenta. O diálogo entre pais e filhos, a necessidade de proteção parental e a educação digital contínua continuam sendo os melhores filtros contra os perigos da rede. O Instagram deu o passo técnico; cabe a nós, como sociedade, dar o passo educativo.

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