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O novo papel do compliance: como garantir integridade algorítmica em mercados regulados
Compliance

O novo papel do compliance: como garantir integridade algorítmica em mercados regulados

16 DE JANEIRO DE 2026

A inteligência artificial deixou de ser promessa tecnológica e virou parte essencial da operação, principalmente em mercados que necessitam de verificação de identidade e prevenção à fraude.

Os algoritmos decidem quem pode depositar, sacar, abrir conta ou acessar serviços. E quando esses algoritmos erram, o erro não é só técnico. Vira problema jurídico, regulatório e de reputação.

Nesse cenário, o compliance deixa de ser apenas guardião de políticas e passa a ter uma função muito maior.

O grande problema: decisões automatizadas já comandam o negócio

Toda e qualquer empresa que opera em alta escala sabem que um único modelo de IA mal ajustado pode:

  • Bloquear usuários que não deveriam ser bloqueados
  • Deixar passar fraudes sofisticadas
  • Gerar reclamações em massa e investigações de reguladores
  • Travar operações essenciais como saque, depósito e cadastro
  • Criar decisões discriminatórias sem que ninguém perceba

A maior parte desses problemas não aparece em reuniões de tecnologia, mas sim no jurídico, no compliance e no atendimento, quando o dano já está feito.

Governança de IA na prática: o que isso significa de verdade

Muita gente fala em ética, transparência e explicabilidade. Mas para as empresas que operam em ambientes regulados, governar a IA significa ainda mais:

  • Saber como o modelo toma decisões
  • Entender quais dados influenciam essas decisões
  • Acompanhar o impacto real em usuários e no risco regulatório
  • Intervir quando o algoritmo começa a desandar
  • Ter documentação suficiente para responder a uma auditoria
  • Conseguir inovar sem expor o negócio a riscos desnecessários

É aqui que o compliance entra de vez.

Por que o compliance precisa estar na linha de frente

Diferente das áreas técnicas, o compliance olha a operação pensando em responsabilidade, e não somente em performance. Essa mudança de perspectiva faz toda a diferença, afinal, é através dela que o compliance consegue responder perguntas que o algoritmo não sabe fazer:

  • Estamos tratando os usuários de forma justa?
  • Essa decisão pode ser explicada para um regulador?
  • O modelo está reproduzindo vieses sociais?
  • Estamos respeitando a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados)?
  • Nosso processo está de acordo com as normas específicas de cada mercado, como SPA/MF (Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda), ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados), BACEN (Banco Central do Brasil), CVM (Comissão de Valores Mobiliários)?
  • Estamos seguindo as regulações internacionais?
  • Essa automação aumenta ou reduz o risco?

O papel do compliance, portanto, é garantir que a tecnologia funcione de forma segura, estável e que possa ser defendida quando necessário.

Situações reais que as empresas reguladas enfrentam

1. Liveness e biometria facial

Um modelo reprova um volume atípico de usuários idosos. Sem acompanhamento, isso vira reclamação e perda de conversão. Com monitoramento adequado, os logs mostram o problema, o modelo é ajustado e o risco desaparece.

2. Sistemas antifraude

Um algoritmo classifica como suspeitos usuários conectados por Wi-Fi público de um hotel. O compliance identifica o problema, ajusta os parâmetros e remove os bloqueios indevidos.

3. Aprovação de transações financeiras

Um sistema automatizado bloqueia operações por comportamento considerado atípico, mas que é perfeitamente normal em determinados contextos operacionais. O compliance conecta os padrões comportamentais ao contexto e corrige a distorção.

4. Monitoramento de transações suspeitas

Modelos muito sensíveis geram centenas de alertas inúteis e deixam passar o que realmente importa. O compliance ajusta os limites e reequilibra o sistema para refletir o risco real do mercado.

A integridade algorítmica é a próxima fronteira de confiança

A evolução tecnológica foi mais rápida que a capacidade de governança puramente técnica. Enquanto isso, o negócio exige previsibilidade, o usuário exige clareza e o regulador exige responsabilidade. No centro dessas três expectativas está o compliance.

A Legitimuz acredita que governar IA é governar risco. E governar risco é proteger o futuro do negócio.

Esse é o novo papel do compliance na era da inteligência artificial. E ele já começou.

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